Sexta feira é o tipo de dia que, não importa o que você faça, você tem que ir para a escola. Não pelas razões normais “que estudar é importante”, mas pelo fato de que quando o sinal da ultima aula tocar você sentir aquela maravilhosa sensação de que só a sexta feira tem: Liberdade total! Por que não importa o dia da semana, o som do sinal da última aula não tem o mesmo som glorioso da sexta.
E como toda sexta feira, por ser o dia que você está mais de “saco cheio” da escola, eu fiquei com uma preguiça mortal pra levantar da cama. E eu nem pude ser feliz e pensar que eu teria alguma aula legal (tirando filosofia *o*), por que o 1°C é privilegiado com uma sexta feira recheada de exatas. Mas consegui tirar algo inexistente em mim (e um berro carinhoso da minha mãe) pra levantar da cama e encarar a sexta feira.
Na escola foi a mesma coisa de sempre: recebemos provas, entregamos algumas lições e etc. Nas últimas duas aulas seria prova e como hoje não temos \o/, o Fabio fez uma palestra sobre como nós devemos estudar e sobre os tombos da Meire no Petar. E finalmente o sinal tocou, o som do alivio. E eu pude realmente me sentir livre. E por essa liberdade que só a sexta feira tem eu fui comemorar \o/, mas dá forma mais simples possível, simplesmente pelo fato de não me preocupar que amanhã eu tenho que acordar cedo (e na verdade eu tenho, mas é sábado *o*, isso anima) ou que eu tenho que fazer alguma lição.
Por isso me despedi da escola, de tudo e fui para um dos meu lugares favoritos: o centro de Guarulhos. Pode parecer bobeira, pois realmente não é grande coisa, mas eu gosto de andar por lá, ver pessoas diferentes passando por mim, sentir o clima de correria e de calma, de felicidade e tristeza, de riqueza e pobreza... Eu nunca vi nenhuma dessas pessoas antes, mas é realmente bom saber que tem alguém além de mim mesmo, com problemas maiores que os meus e vidas tão diferentes, que mesmo assim não deixam de fazer algo que gostam.
E cada vez mais, nós estamos vivendo em função da escola. Eu estava conversando com algumas pessoas e elas dizem o mesmo, cada vez mais as pessoas estão se afastando por causa da escola. Todos nós vivemos em função da escola e pouco conhecemos das pessoas, talvez das pessoas mais próximas de você ou então nem isso. Os alunos novos, vieram de outra escola e são os que mais perceberam isso. Mas enfim, a coisa é tentar se desligar um pouco do GA e viver.
Então depois de andar a esmo por algum tempo e entrar em algumas loja (ninguém é de ferro) fui pra casa e dormi a tarde toda \o/ a necessidade tava me corroendo. Depois liguei o computador e descobri que hoje é o aniversario do meu exemplo de vida e eu não sabia! *morre Charlie Chapilin, muita gente pouco sabe sobre ele e o máximo que talvez saiba é que ele foi um grande nome do cinema mudo. Mas não por apenas isso que eu o admiro tanto, mas pela forma que ele vê a vida. Mesmo durante um tempo de desespero mundial ele ainda tentava arrumar um jeito de fazer as pessoas rirem, para que elas vissem algo bom mesmo por trás de todo o sofrimento.
E pra terminar, vou deixar aqui uma frase dele que pra mim mostra todo o sentido da vida. Eu considero ela a frase da minha vida *-* Mas enfim, aproveitem a sexta feira: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.”
Beijos!
* Thá (Tayná do Nascimento 1°C)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEm primeiro lugar tenho que dizer que você já tem uma percepção bem aguçada da vida. E sobre o Chaplin, posso dizer que, na verdade, os países que sofrem é que têm humor mesmo. Já ouviu falar em humor holandês ou dinamarquês? No Brasil, nossos humoristas vêm do nordeste, lugar onde o povo precisa rir. POr fim, posso dizer que seu texto é incrível!
ResponderExcluir