Hoje acordei como acordo em todas as segundas: me troco, como, arrumo meu cabelo, passo maquiagem, escovo os dentes e depois aviso minha mãe que estou saindo. Desço as escadas, abro o portão e vou a pé para a escola. Até aqui, tudo normal, entre aspas.
Atravesso a rua e sigo em frente, passam duas pessoas, ao meu lado: uma criança e um homem com uma jaqueta, cobrindo o rosto (nem sei como reparei nisso, devia ser por causa do calor). Ao passar ao meu lado, com a maior falta de educação possível, alguém passou a mão na minha bunda! E no momento me veio à cabeça a cena de eu dando um tapa na cara daquele homem (como uma típica novela das oito que passa as nove). E o pior de tudo, eu não sei quem foi, e nem tenho como culpar alguém.
O que me dá a maior raiva do mundo é que, como mulher, queria ser respeitada. Mas por culpa de mulheres que não se dão ao respeito (chamadas “galinhas” ou mais ainda, “putas”), nós mulheres que merecemos respeito, perdemos nossa liberdade de andar de shorts, vestidos (entre outros) em qualquer lugar, pois em todos os ambientes possuem pessoas que não se dão ao respeito.
Continuando com o meu dia... Cheguei na escola e tudo aconteceu como sempre também: sinal tocando, professores saindo e entrando nas salas, intervalo, almoço em casa, volto para a escola e depois fui para a Thais fazer um trabalho. Peguei dois livros emprestados, voltei para casa, e terminei meu dia “feliz e contente” (entre aspas é claro, pois ainda tem prova sexta, e não fiz minhas lições ainda). Ah! Acabei de lembrar, e hoje recebi a prova de inglês e fui bem.
Ana Luiza A. P. Venudo
Ana, morri de rir com a sua história! Também concordo que essas mulheres que se objetificam nos prestam um desserviço!
ResponderExcluirImagina a Ana batendo no tiozinho que deu um tapa na bunda dela hahahahahaha,o mão misteriosa ^^ hahahahaha
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